Prof. Dr. Amon Pinho (FACIP-UFU)
Com o propósito de constituir-se num amplo espaço de reflexão acerca de temas e questões da área de teoria da história e história da historiografia, o presente grupo de trabalho destina-se aos pesquisadores que se têm dedicado ao estudo dos conceitos e escritas da história situados nos marcos cronológicos dos séculos XIX e XX, não obstante estendidos a meados do século XVIII, e à primeira década do XXI, de modo a melhor apreenderem-se dimensões decisivas das dinâmicas processuais próprias aos sujeitos-objetos em causa. Ao arrepio de todo e qualquer mito historiográfico, o que se pretende são abordagens mediadas e bem fundamentadas das diferentes tradições teórico-historiográficas que – desde a dissolução, no Setecentos, do topos de longa duração da historia magistra vitae, com o concomitante emergir das diferentes concepções de história universal, até o momento atual, no qual prosseguem os tentames de sínteses teórico-metodológicas, a meio caminho de estruturalismos e pós-estruturalismos (o mesmo seria dizer, à larga distância de reducionismos econômicos, linguísticos ou culturais) – se têm afirmado como paradigmáticas. E, portanto, como cruciais na definição dos rumos seguidos, nos últimos dois séculos, pelas teorias e escritas da história, dentro e fora do Brasil. Referimo-nos, nomeadamente, e apenas a título de ilustração, às filosofias iluministas, idealistas ou materialistas da história; às escolas metódicas ditas positivistas; e, ainda, para melhor especificarmos algumas das principais tendências historiográficas novecentistas: aos Annales, em suas diferentes gerações, ao marxismo britânico e à micro-história italiana, além da história dos conceitos e dos movimentos teórico-historiográficos de renovação do político e do cultural.
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